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Introdução
Seção I: O Projeto e o Manual
Como garantir a médio e longo prazo as ações desenvolvidas pelas ONG/Aids? Captar recursos financeiros é a única saída? Qual a importância da autonomia política para a sobrevivência das ONG/Aids? Como as parcerias podem contribuir para manter e ampliar o impacto das ações das ONG/Aids? O modelo gerencial utilizado nas ONG/Aids contribui para potencializar o seu trabalho?
Estas são algumas das questões que inquietam cotidianamente os ativistas envolvidos no enfrentamento da epidemia do HIV/Aids no Brasil. Não conseguir responder a estas perguntas pode representar uma ameaça a todo o trabalho já desenvolvido
pelas ONG/Aids e, conseqüentemente, um prejuízo para as pessoas que encontram nestas instituições um referencial de vida.
Considerando que a epidemia continua se expandindo e demandando ações tanto de apoio como de prevenção, o Grupo de Incentivo à Vida (GIV), o Grupo Pela Vidda/Rio de Janeiro, o Grupo Pela Vidda/Niterói e o Programa Municipal de DST/Aids e Hepatite de Praia Grande (SP) em parceria com a International HIV/Aids Alliance mobilizaram-se para o desenvolvimento do Projeto Metodologias Participativas em Relações Externas e Sustentabilidade para ONG/Aids no Brasil, a fim de explorar algumas respostas possíveis neste campo.
Esta publicação, que é um produto da iniciativa acima citada, descreve a construção de um modelo de capacitação em relações externas e sustentabilidade para ONG/Aids, adaptado às características brasileiras, e as lições aprendidas durante todo o processo, com o objetivo de oferecer subsídios e estimular a implantação de ações que visem à manutenção das ações comunitárias e das próprias instituições. Se constitui em um instrumento de orientação para pessoas de ONG que tenham interesse no repasse dos conceitos e metodologias ora apresentados em suas comunidades. A iniciativa de sistematizar as experiências em manuais é um
procedimento adotado pela International HIV/Aids Alliance em diversos programas por ela implementados ao redor do mundo. Consideramos oportuno aplicar esta estratégia no projeto desenvolvido aqui no Brasil, moldando-a às nossas especificidades. A referência fundamental neste processo foi o manual Pathway to Partnerships criado pela International HIV/Aids Alliance.
Para facilitar a compreensão da totalidade do projeto, e, principalmente, do modelo de capacitação, este manual está dividido em três grandes partes: Introdução, Capítulo 1: Compartilhando as Lições Aprendidas e Capítulo 2: Desenvolvimento
do Workshop. Cada uma destas partes está subdividida em várias seções, que relatam o “passo a passo” deste modelo.
Na Introdução, além desta breve apresentação, são descritas as instituições envolvidas na fase de implementação do projeto (Seção II), o histórico (Seção III) e os passos do trabalho (Seção IV).
No Capítulo 1 são destacadas as principais lições aprendidas no desenvolvimento do projeto de Metodologias Participativas em Relações Externas e Sustentabilidade para ONG/Aids no Brasil. As considerações finais apontam alguns resultados e uma reflexão sobre a questão da sustentabilidade no país.
O Capítulo 2 tem maior extensão porque detalha o desenvolvimento do workshop: temas, metodologias, dicas e o papel do facilitador. A Seção I (Como Programar o Workshop) traz pontos importantes para a conclusão do trabalho e aponta o papel do facilitador. A Seção II traz um quadro com a síntese do programa do workshop e a Seção IV uma sugestão para o processo de apresentação/integração dos participantes no início dos trabalhos. O conteúdo do workshop e as metodologias nele utilizadas são descritos nas Seções V (Missão, Metas e Estratégias), VI (Identificação de Habilidades Gerenciais), VII (Oportunidades e Desafios), VIII (Comunicação para Relações Externas), IX (Captação de Recursos) e X (Agenda para Sustentabilidade). Em cada seção deste capítulo o leitor vai encontrar o conceito do tema a ser trabalhado, as dinâmicas e os formulários utilizados – um preenchido, como exemplo, e o outro em branco, a fim de que possam ser reproduzidos para utilização em novas capacitações. Em quadrinhos apelidados de fique de olho aparecem lembretes importantes sobre os temas e dicas para o manejo das metodologias e para prevenir quanto a problemas passíveis de ocorrer no desenvolvimento das mesmas. Ainda para oferecer subsídios ao facilitador existe a Seção I (Como Programar o Workshop), que traz pontos importantes para a condução do trabalho e aponta o papel do facilitador.
Cabe ressaltar que este manual sistematiza um dos modelos possíveis de capacitação, e não o modelo. Este trabalho é destinado para ONG/Aids, entretanto, pode ser utilizado por outras organizações da sociedade civil considerando suas especificidades.
Os eixos centrais desta proposta de trabalho são a horizontalidade (ONG-ONG), o processo participativo, a construção conjunta e a adaptação à realidade local, possibilitando que as metodologias sejam adaptadas e reelaboradas, de acordo com as necessidades, características e criatividade de cada ONG e/ou grupo de facilitadores.
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