-
TENHA GRANDES IDEIAS. Os princípios de igualidade de género e a redução do risco devem guiar todos os aspectos relacionados com a mitigação das calamidades, resposta e reconstrução. A oportunidade que agora se oferece para a mudança e organização política pode perder-se facilmente. Planifique agora para:
-
Responder de maneira que conceda plenos poderes às mulheres e comunidades locais.
-
Rencostruir duma forma que aborde as causas de fundo da vulnerabilidade, incluindo género e desigualdades sociais.
-
Criar oportunidades significativas para a participação e liderança das mulheres.
-
Engajar totalmente as mulheres locais na mitigação do perigo e nos projectos de avaliação da vulnerabilidade.
-
Assegurar que as mulheres se beneficiem da recuparação económico e dos programas de apoio ao rendimento, por exemplo: acesso, salários justos, formação em áreas não tradicionalmente reservadas às mulheres, cuidados da criança/apoio social.
-
Dar prioridade aos serviços sociais, sistemas de apoio à criança, centros para a mulher, lugares reservados à mulher nos campos e outros lugares seguros.
-
Tomar medidas práticas para conceder plenos poderes às mulheres, entre outras:
-
Consultar plenamente as mulheres na concepção e construção de lugar de refúgio.
-
Registar as casas recentemente construidas em ambos os nomes.
-
Incluir as mulheres no desenho bem como na construção de casas.
-
Promover direitos à terra para as mulheres.
-
Proporcionar projectos que gerem rendimento e que desenvolvam competências não tradicionalmente associadas com mulheres.
-
Financiar grupos de mulheres para monitorar projectos de recuparação depois de calamidades.
-
OBTENHA OS FACTOS. A análise de género não é facultativa ou divisionista, mas imperativa para emprestar uma certa direcção e plano para uma recuparação equitativa. No que diz respeito ao trabalho sobre calamidades, nada "é neutro". Planifique agora para:
-
Recolher e solicitor dados específicos e referentes ao género.
-
Formar e empregar mulheres na pesquisa de avaliação e acompanhamento na comunidade.
-
Explorar o conhecimento das mulheres sobre os recursos ambientais e complexidade da comunidade.
-
Identificar e avaliar as necessidades especificamente inerentes às mulheres, trabalho doméstico executado pela mulher, saúde mental do homen, mulheres deslocadas e migratórias vs homens.
-
Localizar (explicitamente/implicitamente) o orçamento dos fundos de ajuda e resposta.
-
Localizar a distribuição de bens, serviços, oportunidades para homens e mulheres.
-
Avaliar o impacto a curto e longo prazos sobre mulheres/homens de todas as iniciativas sobre calamidades.
-
Monitorar a mudança dos diferentes contextos ao longo do tempo.
-
TRABALHAR COM AS MULHERES NA BASE. As organizações comunitárias das mulheres têm conhecimento, informação, experiência, redes "networks" e recursos vitais para aumentar a capacidade de rápida recuperação face às calamidades. Trabalhe com/desenvolva as capacidades dos grupos existentes de mulheres, tais como:
-
Grupos de mulheres com experiências em calamidades.
-
Mulheres e ONGs que trabalham em desenvolvimento; grupos de mulheres que trabalham na acção ambiental.
-
Grupos de advocacia cujo seu centro de interesse são as raparigas e as mulheres, por exemplo activistas da paz,
-
Grupos de vizinhança constituídas por mulheres.
-
Grupos constituídas com base na fé e organizações de serviços.
-
Mulheres profissionais, por exemplo educadoras, cientistas, gestoras de emergências.
-
RESISTA ESTEREÓTIPOS. Baseie todas as iniciativas no conhecimento da diferença e contextos culturais, económicos, políticos, e sexuais específicos, não em considerações gerais falsas.
-
As mulheres sobreviventes são os primeiros respondentes e reconstrutoras vitais , e não vítimas passivas.
-
Mães, avós e outras mulheres são vitais para a sobrevivência e recuparação das crianças. Porém as necessidades das mulheres e das crianças podem ser diferentes.
-
Nem todas as mulheres são mães ou vivem com homens.
-
As famílias dirigidas por mulheres não são necessariàmente as mais pobres ou as mais vulneráveis.
-
As mulheres não são economicamente dependentes, mas produtoras, trabalhadoras da comunidade e empreendedoras.
-
As normas referentes ao género também põem os rapazes e os homens em risco, por exemplo: saúde mental, correr riscos, acidentes.
-
Fazer com que as mulhers se beneficiem de serviços não é sempre eficaz ou desejável, mas pode produzir resultados adversos ou violência.
-
As mulheres marginalizadas (indocumentadas, HIV/SIDA, casta inferior, indígenas, prostitutas) têm capacidades e perspectivas singulares.
-
Não há "a todos do mesmo tamanho"; necessidades culturais específicas edesejos devem ser respeitados, por exemplo: práticas tradicionais e religiosas feitas pelas mulheres.
-
Vestuário, higiene pessoal e normas de privacidade.
-
ADOPTE A ABORDAGEM DOS DIREITOS HUMANOS. Práticas democráticas e participativas servem melhor as mulheres e as raparigas. Deve assegurar-se que as mulheres assim como os homens tenham condições de vida necessárias para gozar dos seus direitos fundamentais bem como simples sobrevivência. As raparigas e as mulheres em crise estão sob o risco crescente de:
-
Abuso e vilação sexuais, abuso pelos seus parceiros íntimos, por exemplo: durante os meses e o ano que se seguem às maiores calamidades.
-
Exploração por traficantes, por exemplo: para os trabalhos domésticos, agrícolas e sexuais.
-
Erosão ou perda dos direitos da terra existentes.
-
Casamentos prematuros ou forçados.
-
Migração forçada.
-
Redução ou perda do acesso aos serviços de cuidados da saúde reprodutiva.
-
Controlo pelos homens dos recursos de recuparação económica.
-
RESPEITE E DESENVOLVA AS CAPACIDADES DAS MULHERES. Evite sobrecarregar as mulheres com a já existente carga de trabalho e responsabilidades familiares que provavèlmente vão aumentar.
-
Identifique e apoie contribuições das mulheres aos sistemas de aviso prévio informais, escolas e prevenção, solidariedade comunitária.
-
Recuparação sócio-emocional, cuidados à família alargada.
-
Compense o tempo, a energia, e competência de base duma forma material.
-
As mulheres que sejam capazes e queiram formar parcerias com organizações que se ocupem das calamidades
-
Proporcione cuidados da criança, transporte e outros apoios que forem necessários para permitir a participação total e igual das mulheres na planificação dum futuro com uma capacidade de recuperação cada vez maior.
A análise do género ajuda a clarificar as capacidades específicas e muitas vezes diferentes, vulnerabilidades, necessidades e estratégias adoptadas pelas mulheres e pelos homens para enfrentar as calamidades.
Esforços específicos podem ser feitos para conceder plenos poderes às mulheres, assegurando-lhes um papel activo na tomada de decisões e na implementação de processos e identificar os principais constrangimentos e possibilidades de mudança.
Participação - processos participatórios devem apreciar especificamente as oportunidades que existem para a consulta às mulheres e aos homens separadamente e para a negociação.
Padrões estabelecidos de desigualdade e iniquidade de género podem ser exploradas, reveladas e abordadas.
|